*Essa semana li essa BAITA crônica. Estou passando. Texto da autoria da Escritora/cronista Martha Medeiros.
Princesas, bandidos e mocinhos
Não me sinto mais segura pelo fato de Osama bin Laden, o terrorista número 1 do mundo, ter sido assassinado, a despeito de qualquer lei, num acerto de contas entre o bem e o mal. É uma morte com forte simbologia, sem dúvida, e uma tremenda vitória política para os Estados Unidos, mas trata-se de uma desforra, de uma vingança, de um aqui se faz, aqui se paga, e não de um passo efetivo rumo a dias mais pacíficos. Seria, se tivéssemos testemunhado Obama e Osama apertando-se as mãos – uma cena que faz parte do repertório dos delírios, mas que produziria resultados mais práticos.
O rei morreu, viva o rei! Não é sempre assim? O sucessor de Osama bin Laden já deve estar articulando suas pirotecnias para honrar o líder fundamentalista.
Pra quem vê de longe, tudo isso parece enredo de gibi, mocinhos versus bandidos, mas quão distantes ainda estamos do epicentro dos acontecimentos?
Semana passada vi no jornal os destroços de um bar em Marrakesh que foi pelos ares matando quase duas dezenas de turistas. Um ano e meio atrás, eu estava sentada naquele mesmo local. Não é uma sensação confortável, assim como tampouco me sinto 100% tranquila sendo passageira da United Airlines nos próximos dias – viajarei com minha filha justamente para Honolulu, cidade natal do presidente americano, como consta em sua tão anunciada certidão de nascimento.
Ficar em casa seria uma atitude mais cautelosa? Creio que não há segurança garantida nem em casa, nem na escola, nem no trânsito, nem no estádio, nem no bistrô da esquina. Os imprevistos nos alcançam onde quer que estejamos.
Enquanto todos nós estivermos à mercê de fanáticos religiosos, de milícias terroristas e de políticos vorazes pelo poder – citando apenas os peixes graúdos –, o mundo continuará em constante ameaça. É por essas e outras que o ritual monárquico envolvendo dois belos jovens atraiu a atenção de tanta gente. Foi pausa para descanso.
Um olhar rápido para o picadeiro não corrompe a consciência de ninguém. Não é toda hora que se é agraciado com uma dose generosa de fantasia, glamour e humor – eu, ao menos, acho engraçado que se chame de “casamento real” um enlace tão, tão onírico, tão... irreal.
A realeza não sangra, mas a realidade, sim. A paz que podemos alcançar hoje é a interior, individual, porque a paz coletiva é uma ilusão. Todas as nações têm batalhas a vencer – o Brasil tem as suas, os Estados Unidos têm as deles, o Paquistão, a Líbia.
A própria Inglaterra logo, logo será convocada a recolocar os pés no chão. Podemos até preferir seguir enxergando a vida como se ela fosse uma história em quadrinhos: ora um conto de fadas, ora um bague-bangue na favela, ora uma aventura de super-heróis. Mas, pelo menos no que se refere às questões de segurança mundial, já nada me parece tão fictício.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
ansiedade 1000.
*E minha semana resume em:
muita água, pouca água de côco e mel, muito mel.
Hoje comprei um chá de frutas vermelhas, magnífco.
Nem tomei ainda.
*SABADÃO TAÊ, TODOS LÁ no SIGNOS!! Vai tá DIFUDÊ, com todo respeito.
"sorria, você estará sendo filmado."
muita água, pouca água de côco e mel, muito mel.
Hoje comprei um chá de frutas vermelhas, magnífco.
Nem tomei ainda.
*SABADÃO TAÊ, TODOS LÁ no SIGNOS!! Vai tá DIFUDÊ, com todo respeito.
"sorria, você estará sendo filmado."
segunda-feira, 25 de abril de 2011
guerra-fria.

*Nessa guerra-fria não há vencedores, mas parece que sua bandeira está hasteada no mais alto pico deste prédio-orgulho.Procuro-me nas margens deste lugar e mesmo assim me sinto pequeno, talvez um rapaz com receios e obervador de longe. Não acho nem um pouco bonito ficar catando pedrinhas para tentar te chamar atenção de alguma maneira, agora sou outro e meu objetivo não é subir alto e cravar minha bandeira ao lado teu, mas te fazer descer e ver o mundo daqui onde me encontro. Não é preciso sempre sorrir, mas estar sempre procurando a felicidade pode ser algo prazeroso na vida, por mais que isso venha cansar e ser o causador de algumas olheiras.
Não adianta, quanto mais possa fugir, mais foge de ti e eu me encontro rodeado de pessoas, muitas pessoas de todo lado e somente por estar com os pés no chão, enquanto vejo-te querendo marcar esse território sombrio, tentando bater asas e voar.
Não importa e nunca importou isso pra mim, eu sempre deixei bem claro isto. Vamos ser sinceros com nós mesmos e aceitar o que venha pela frente. O devido valor sempre foi dado pela minha pessoa e poucas vezes fui agraciado com singelas palmas. Muitas vezes tive que ser duas costas para proteger, mas muitas vezes precisei da tua força e nada achei.. nem sequer um elogio. A cena acaba assim sem nenhum take regravado:
“Pega tua trouxa de roupa e dá Ô fora daqui”
*Não adianta se livrar de um mundo que não te viu e já faz parte do correr em busca de um novo ser. Fazer o quê se o cego se faz do próprio ser?
Nesta guerra-fria não há vencedores.
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A do trem (rodoviária)

*Alguns fatos acontecem sem alguma explicação, achava eu até então. Com o passar do tempo, as coisas na minha vida começam a fazer um puta sentido. O que pra mim já foi um motivo de pura vergonha, hoje foi transformada em uma das minhas melhores escritas e músicas. Pelo menos toda vez q tocada me arrepia até a alma. A primeira estrofe eu escrevi de forma contada e não cantada, por ser algo verídico e querer transparecer alguma coisa contada.
*Letra, músicas e obras de respeito, no meu modesto ponto de vista, são coisas vividas, chão beijados e perdas significantes. São eternas num tempo no qual nunca existiu e tudo tem uma plausível explicação pelo qual tua foto sempre está na minha estante-mental.
*O fato que já foi retrato de um fundo de poço pra minha pessoa, hoje é o motivo de querer comer um microfone.
Será que você não viveu ou está vivendo um “trem” em doses homeopáticas?
Não atire pedras. Nunca atire-as, nunca.
A do trem (Rodoviária)
Eu peguei novamente esse trem, novamente a parada estava sem ninguém. Conversando com um certo alguém só pra saber se você vem me visitar. Neste vagão não sou mais nem um amigo e já deixei as velhas cartas lá atrás, embrulhadas numa estrada de vestígios que não deixam o meu caminho acelerar... acelerar...
Eu paguei bem caro pela entrada(deste 'trem')
sem saber se aqui deveria estar
vagando perdido pela estrada
sem saber se em algum lugar eu ia chegar..
Eu peguei novamente esse trem,
novamente a parada estava sem ninguém.
Conversando com um certo alguém
só pra saber se você vem me visitar.
Neste vagão não sou mais nem um amigo
e já deixei as velhas cartas lá atrás,
embrulhadas numa estrada de vestígios
que não deixam o meu caminho acelerar...
acelerar...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
poder X autoridade
Certa vez uma ilustre pessoa me sugeriu que lesse.. eu li duas vezes e tirei minhas boas conclusões.
"Outro modo de diferenciar poder de autoridade é lembrar que o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado. As pessoas podem ser colocadas em cargos de poder porque são parentes ou amigas de alguém, porque herdaram dinheiro ou poder. Isto nunca acontece com a autoridade. A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. A autoridade diz respeito a quem você é como pessoa, a seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas."
(passagem do livro "O monge e o executivo")
"Outro modo de diferenciar poder de autoridade é lembrar que o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado. As pessoas podem ser colocadas em cargos de poder porque são parentes ou amigas de alguém, porque herdaram dinheiro ou poder. Isto nunca acontece com a autoridade. A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. A autoridade diz respeito a quem você é como pessoa, a seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas."
(passagem do livro "O monge e o executivo")
domingo, 17 de abril de 2011
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